terça-feira, 13 de outubro de 2015

Sejam Bem - Vindos

DE OLHO NOS ASTROS, antes intitulado como CONHECENDO A ASTRONOMIA, é um blog sobre o Universo e Astronomia criado por mim quando tinha 15 anos de idade. Foi resultado de uma paixão pelos Astros ainda na minha infância.
O meu objetivo é de dar aos leitores uma nova visão do céu, explorando o Universo desde da sua forma microscópica ao macroscópica sem nenhuma restrição. Então para isso preparei esse blog contendo importantes informações, vídeos, imagens e muito mais.



Eai, o que estão esperando? a nave já está aborto! Venham junto com o DE OLHO NOS ASTROS a embarcar nessa grande viagem interestelar, talvez as respostas para suas perguntas estejam bem aqui.




*'Este é um blog pessoal de minha autoria, não tem fins lucrativos ou patrocinadores e não está vinculado à quaisquer instituições públicas ou privadas. Apesar de ter algumas criações minhas, muitas das informações, artigos, textos, imagens clipart´s, fotografias e logos são de propriedade dos seus respectivos titulares e estão aqui expostos com finalidade educacional. Se alguma pessoa física ou jurídica se sentir prejudicado, por favor entre em contato que as correções serão efetuadas imediatamente. Obrigado'*


domingo, 22 de junho de 2014

Origem dos calendários

As pessoas devem ter notado, por exemplo, que determinados agrupamentos de estrelas estavam sempre numa certa posição quando era tempo de plantar, mas apareciam em outras localização do céu na época das chuvas, e assim por diante. Dessas observações devem ter surgido os primeiros calendários.

Confirmada a importância dos astros, principalmente do Sol para a vida na Terra, entende-se por que vários povos do passado consideravam os astros como deuses. Assim, por exemplo, na mitologia romana, Júpiter era tido coo deus dos deuses - chamado de Zeus pelos gregos.

Até hoje podemos observar resquícios dessa civilização dos astros pelos antigos, que a eles dedicaram, Monday, "segunda-feira" em inglês, é uma contração de Moon Day, ou "Dia da Lua". É mesmo significado do Lunes castelhano, do Lunedi italiano e do Lundi francês. Nossa língua portuguesa é uma das poucas que, devido à influência do catolicismo, não conservou a relação entre os dias da semana e os astros-deuses.


Segunda-feira era dia da lua: Em inglês Monday, em espanhol Lunes, em Italiano Lunedi.

Terça-feira era dia de Marte: Em inglês Tuesday, em espanhol Martes, em Italiano Martedi.

Quarta-feira era dia de Mercúrio: Em Iglês Wednesday, em espanhol Miercules, em Italiano Mercoledi.

Quinta-feira era dia de Júpiter: Em inglês Thursday, em espanhol Jueves, em Italiano Viovedi.

Sexta-feira era dia de Vênus: Em inglês Friday, em espanhol Viernes, em Italiano Venerdi.

Sábado era dia de Saturno: Em inglês Saturday, em espanhol Sábado, em Italiano Sábato.

Domingo era dia do Sol: Em inglês Sunday, em espanhol Domingo, em Italiano Domenica.

Calendário Romano












Texto adaptado - Bretones, Paulo Sérgio. Os segredos do S.S. SP, 1993.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Como é um eclipse solar visto da Lua?



Um eclipse solar já foi observado da Lua? Sim, primeiro em 1967 – mas ele pode acontecer novamente na próxima semana. A missão robótica Surveyor 3 fez milhares de imagens de grande angular de televisão da Terra, em 1967, sendo que algumas dessas imagens capturaram a Terra se movendo em frente ao Sol. Algumas dessas imagens foram recuperadas dos arquivos da NASA e foram compiladas no vídeo apresentado acima. Embora as imagens sejam bem granuladas, a atmosfera da Terra claramente refrata a luz do Sol ao redor e pode-se ver o famoso Efeito Beading, quando algumas trajetórias da luz do Sol foram bloqueadas pelas nuvens.

Dois anos depois, em 1969, a tripulação da Apollo 12 viu também um eclipse de um ponto de vista diferente quando eles estavam voltando da Lua. Em 2009, a sonda robô Kaguuya, fez imagens de alta resolução de um eclipse similar enquanto orbitava a Lua (imagem e vídeo abaixo). Na próxima semana, contudo, a missão Chang’e 3 da China, incluindo o rover Yutu, pode testemunhar um novo eclipse do Sol pela Terra, desde a superfície da Lua. Simultaneamente, da órbita lunar, a missão LADEE da NASA pode também capturar o evento incomum do dia 15 de Abril de 2014. Outro ângulo desse mesmo evento certamente será visível pelas pessoas na superfície da Terra, ou seja, um eclipse total da Lua.
Fonte: http://apod.nasa.gov

Aglomerado de galáxias amplia supernova distante


Como você calibra uma imensa lente gravitacional? Nesse caso a lente é o aglomerado de galáxias Abell 383, uma massiva aglomeração de galáxias, gas quente e matéria escura que localiza-se a cerca de 2.5 bilhões de anos-luz de distância com um desvio para o vermelho, z= 0.187. O que precisa ser caljbrado é a massa do aglomerado, em particular a quantidade e a distribuição da materia matéria escura. Uma nova técnica de calibração foi testada recentemente e consiste em esperar supernovas de um tipo bem específico ocorrerem atrás do aglomerado de galáxias, e então descobrir quanto o aglomerado ampliou essas supernovas ppr meio do efeito de lente gravitacional. Essa técnica complementa outras medidas incluindo a computação da matéria escura necessária para conter movimentos internos de galáxias, para confinar o gás quente do aglomerado e criar a imagem distorcida da lente gravitacional. Na imagem acima, do Telescópio Espacial Hubble, o aglomerado de galáxias A383 mostra sua capacidade de lente gravitacional na parte direita da imagem, distorcendo fortemente as galáxias em segundo plano, localizadas atrás do centro do aglomerado. Na parte esquerda da imagem, está uma distante galáxia, mostrada tanto antes, como depois da revelação de uma supernova recente. Até o momento, supernovas com qualidade para calibração, do Tipo Ia foram encontradas atrás dem outros dois aglomerados de galáxias por meio do projeto Cluster Lensing And Supernova survey with Hubble, ou CLASH.

Fonte: http://apod.nasa.gov

Venus Express se prepara para entrar na atmosfera de Vênus

Depois de oito anos em órbita, Vênus Express completa suas observações científicas de rotina e está se preparando para um mergulho ousado na atmosfera hostil do planeta Vênus. A missão Venus Express foi lançada no foguete Soyuz-FG do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão em 9 de novembro de 2005, e chegou a Vênus em 11 de abril de 2006. Com um conjunto de sete instrumentos, a sonda tem proporcionado um amplo estudo da ionosfera, atmosfera e superfície de Vênus.A Venus Express tem nos mostrado o quão variável é o planeta Vênus em todas as escalas de tempo e, além disso, deu pistas sobre como ele poderia ter mudado desde a sua formação a 4,6 bilhões de anos”, diz Håkan Svedhem, cientista do projeto. Esta informação está nos ajudando a decifrar como Terra e Vênus conseguiram liderar vidas tão dramaticamente diferentes”. Vénus tem uma temperatura superficial de mais de 450 ° C, muito mais quente do que um forno de cozinha normal, e extremamente densa, composta por gases nocivos a atmosfera. Mas com os dados da Venus Express, aprendemos que Vênus pode ter tido um sistema de placas tectônicas como a Terra, e até mesmo um oceano de água.

Assim como a Terra, Vênus está a perder partes de sua atmosfera superior ao espaço e a Venus Express mediu o dobro de átomos de hidrogênio que “escapam” para fora da atmosfera de oxigênio. 
Hoje, a quantidade total de água na Terra é de 100 mil vezes mais do que em Vênus. Mas uma vez que estes planetas são semelhantes em tamanho é possível que nas fases iniciais da sua existência, ambos tinham a mesma quantidade de água. Agora, depois de oito anos em órbita, os suprimentos de combustível necessários para manter a órbita elíptica estão acabando e em breve estará esgotado completamente. Assim, as operações científicas de rotina já foram concluídas e a nave espacial está sendo preparada para uma última missão: fazer um mergulho profundo na atmosfera do planeta.
“É somente através da realização de operações ousadas como esta que podemos ganhar novos conhecimentos, não só sobre as regiões geralmente inacessíveis a atmosfera do planeta, mas também como a nave espacial e seus componentes irão responder a um ambiente tão hostil. A nave irá realizar uma manobra conhecida como “aerobraking”, esta manobra permite que a espaçonave entre em órbita sem ter que gastar tanto combustível. Essa última missão também oferece a oportunidade de desenvolver e praticar as técnicas de operações críticas necessárias para o aerobraking, uma experiência que contribuirá para a preparação de futuras missões planetárias”, diz Paolo Ferri, chefe de operações da missão.
É possível que o combustível restante na Venus Express estará esgotado nesta fase ou que a nave espacial não sobreviva a estas operações de risco. Mas, se a nave espacial ainda tiver condições, sua órbita irá subir e algumas operações limitadas prosseguirão por mais alguns meses, se o combustível permitir. No entanto, até o final do ano, é provável que a Venus Express terá feito sua descida final para a atmosfera do planeta, trazendo um fantástico esforço científico ao fim. “Venus Express tem penetrado mais profundamente nos mistérios deste planeta, de uma forma que ninguém jamais sonhou, e, sem dúvida, ela continuará a nos surpreender até o último minuto”, acrescenta Håkan.
Fonte: Phys

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Conheça o asteroide gigante Vesta

Ele não é nem um planeta, nem uma lua, mas um asteroide gigante. Seu nome é Vesta, e trata-se de um dos mais imponentes membros do cinturão localizado entre Marte e Júpiter. Agora, a Nasa acaba de divulgar o mais completo atlas desse objeto até então pouco conhecido. Com 525 km de diâmetro, Vesta tem um tamanho respeitável. Para que se tenha uma ideia, o objeto que matou os dinossauros tinha “apenas” uns 10 km de diâmetro. As imagens foram produzidas pela sonda Dawn.

“Mapa-múndi” de Vesta, o terceiro maior asteroide conhecido no Sistema Solar


Cada um dos mapas topográficos (veja todos aqui) foi composto por cerca de 400 imagens diferentes. Um segundo atlas foi composto com informações espectrais, que fornecem dados mineralógicos sobre o objeto. Com isso, a Dawn promete revolucionar a compreensão que temos desses objetos e do cinturão a que pertencem, que remonta à época em que o Sistema Solar estava se formando. Mas o melhor da festa ainda está por vir. Depois da passagem por Vesta, a Dawn visitará Ceres, o maior dos objetos do cinturão, onde deverá chegar em 2015. A viagem promete muitas surpresas.

Estudos anteriores sugerem a possibilidade de que exista água sob sua superfície congelada de Ceres, e diversos traços da superfície claros e escuros, vistos de forma pouco nítida com o Telescópio Espacial Hubble, seguem sendo um mistério. Com 950 km de diâmetro, Ceres é aproximadamente esférico e foi classificado pela União Astronômica Internacional como um planeta anão. Ou seja, em 2015 conheceremos de perto dois planetas anões: Plutão, por meio da sonda New Horizons, e Ceres, pela Dawn.
Fonte: Mensageiro Sideral - Folha

Metais em Galáxias: Nós observamos o que nós queremos


Por muitas décadas tem sido difícil para os teóricos explicarem as diversas propriedades químicas vistas em diferentes tipos de galáxias próximas. Isso leva a questão: nós podemos reconciliar essas diferentes observações, ou existe algo fundamentalmente errado com nosso modelo padrão da formação das galáxias? Uma equipe internacional de astrofísicos, liderada por membros da MPA, descobriram que eles podem na verdade reconciliar as propriedades químicas numa grande variedade de galáxias com um modelo único e auto consistente que segue o cenário de fusão hierárquica padrão da formação de estruturas. Esse é um passo importante no campo da modelagem de galáxias, e confirma que, no mínimo a esse respeito, o que nós vemos no nosso universo é o que nós esperamos ver.

Observações astronômicas de elementos químicos mais pesados que o lítio (conhecidos simplesmente como metais na astrofísica) pode nos dizer muito sobre como as galáxias se desenvolvem. Por exemplo, a quantidade total de metal no gás interestelar de uma galáxia se correlaciona com o número total de estrelas que foram formadas. Também, a razão de oxigênio com relação ao ferro nas estrelas, conhecido como enriquecimento de oxigênio, ou simplesmente [O/Fe], acredita-se agir como um relógio galáctico, nos dizendo com qual velocidade uma galáxia cresce. As galáxias com um elevado enriquecimento de oxigênio devem ter formado suas estrelas rapidamente, antes que o ferro produzido pelas explosões de supernovas do tipo Ia (SNe-Ia) possa popular o gás de formação de estrelas. Galáxias com baixo enriquecimento de oxigênio, por outro lado, devem ter formado suas estrelas nem extenso período de tempo, com as estrelas mais jovens contendo grande quantidade de ferro produzido pelas SNe-Ia.

Contudo, apesar desse padrão e dessa estrutura teórica direta, modelos sofisticados de evolução de galáxias tem sido incapazes de reproduzir, no mesmo tempo, os complexos padrões vistos em diferentes tipos de galáxias. Especificamente, as abundâncias de metal observadas nas fotosferas das estrelas na Via Láctea e aquelas vistas em populações integradas de estrelas velhas em galáxias elípticas só poderiam ser reproduzidas simultaneamente evocando um certo processo físico que não é parte do nosso entendimento canônico da evolução das galáxias.

Começando em 2010, uma equipe de cientistas do MPA e da Universidade de Sussex, embarcaram num projeto de reconciliar as propriedades químicas vistas nessas regiões distantes do cosmos. Usando seu último modelo semi-analítico e uma implementação que é o estado da arte do enriquecimento de metais das galáxias pelas estrelas, a equipe poderia reproduzir as propriedades químicas do gás em galáxias de formação de estrelas próximas, de estrelas como o Sol na Via Láctea, e de estrelas velhas de galáxias elípticas. Crucialmente, isso é tudo feito simultaneamente e sem qualquer saída radical da estrutura padrão de formação de galáxias que tem tido grande sucesso em outras áreas da astrofísica.

Nossa galáxia, a Via Láctea, contém cerca de 300 bilhões de estrelas com várias propriedades químicas, variando desde ouro, estrelas pobre em metal, e estrelas ricas em metal. A equipe descobriu que a relação entre a abundância e o enriquecimento de oxigênio para estrelas como Sol numa amostra do modelo de galáxias parecidas com a Via Láctea mostra um bom ajuste com aquela observada realmente nas estrelas da galáxia. Isso nos diz que o modelo está representando de forma precisa a evolução química da Via Láctea para os últimos 13 bilhões de anos.

O mesmo modelo, com todas as mesmas premissas sobre os processos físicos ocorrendo nas galáxias, também reproduz as tendências químicas observadas em galáxias elípticas de diferentes massas. No universo real, a maior parte das galáxias elípticas massivas, são conhecidas por ter um enriquecimento de oxigênio maior do que as galáxias elípticas de massa menor. No nosso modelo, nós encontramos a mesma correlação entre massa e o enriquecimento de oxigênio. E essa é razão que nós esperamos: elípticas de alta massa formam estrelas rapidamente (antes que uma grande quantidade de ferro seja produzida), enquanto elípticas de baixa massa formam suas estrelas sobre um período mais extenso de tempo (e então contém mais ferro).

Esse resultado é uma realização significante por si só, já que ele mostra a relação entre a massa, a idade e a química das elípticas previstas pelo modelo de acordo com as observações realizadas, sem necessitar de qualquer grande mudança no paradigma padrão de formação das galáxias. Então o que tem de diferente nesse modelo que permite que esses resultados sejam alcançados? A equipe acredita que a chave são as premissas feitas sobre os vários metais ejetados pelas diferentes estrelas e a vida das progenitoras das SN-Ia. Nesse modelo, o metal simulado depende da massa, da metalicidade da estrela, e também leva em consideração a perda de massa via ventos estelares antes das explosões das supernovas.

Além disso, não mais do que metade dos sistemas progenitores das SNe-Ia devem explodir dentro de 400 milhões de anos desde o seu nascimento, e somente uma em mil estrelas formadas devem produzir uma SN-Ia. Nenhuma dessas condições é particularmente controversa, e quando combinadas com detalhados modelos semi-analíticos pode-se obter os resultados aqui descritos. Mas esse não é o final da história. A equipe está agora trabalhando em reproduzir simultaneamente as propriedades químicas dos objetos que têm finais mais extremos do espectro galáctico. Esses testes mostrarão se o mesmo modelo pode reproduzir tanto a evolução química das galáxias anãs de massa muito baixa e o conteúdo de ferro do gás quente ao redor da maior parte dos aglomerados de galáxias. Esses testes também são cruciais para validar qualquer modelo de formação de galáxias, e nos deve ensinar mais sobre a verdadeira natureza das galáxias no início do universo.

Fonte: http://www.cienctec.com.br/

Esculpido nas Estrelas

Não são só os biólogos que estudam a evolução, muitos astrónomos também investigam este tema. Mas, em vez de procurarem as origens do ser humano, estudam as galáxias bebés...

A Astronomia estuda a forma como as galáxias bebés (conhecidas por “protogaláxias”) cresceram atingindo sistemas gigantes contendo centenas de milhares de milhões de estrelas brilhantes, semelhante à nossa própria galáxia. Esta imagem colorida poderá parecer uma peça de arte contemporânea mas na realidade é composta de observações realizadas com telescópio de uma das nossa galáxias vizinhas chamada de Galáxia do Escultor.

A galáxia do Escultor é uma das galáxias mais próximas de nós e está a atravessar uma fase de intensa formação estelar conhecida por “explosão estelar”. Estas explosões estelares não demoram muito tempo e é exatamente nisto em que estão interessados os astrónomos: o que pára estes períodos de rápida formação estelar?

Bom, um grupo de astrónomos pensam ter encontrado a resposta. Descobriram enormes colunas ondulantes de gás frio que estão sendo expulsas do centro da galáxia do Escultor para o espaço. As massas disformes da imagem mostram o gás frio da galáxia. As zonas centrais a cor de rosa mostram os locais de onde o material está fluindo para fora, para o espaço. Infelizmente para a galáxia, este gás frio é a matéria prima necessária para a formação de novas estrelas!

A nova descoberta mostra que a galáxia do Escultor - e provavelmente todas as outras galáxias com explosões estelares - estão a perder mais material do que o que estão adquirindo. Isto resolve finalmente o mistério da curta vida destas explosões estelares! Ironicamente é a energia das estrelas jovens do centro da galáxia, que está empurrando o material para o abismo!

Curiosidade: Em muitos casos, os buracos negros são os responsáveis da perda de grandes quantidades de material necessário à formação de novas estrelas. A galáxia do Escultor tem um buraco negro supermassivo no seu centro que contém 5 milhões de vezes mais material que o Sol! No entanto este buraco negro encontra-se atualmente a dormir pacificamente e não pode ser acusado da perda de material da galáxia.
Fonte: Ciência 2.0

Galáxias antigas já tinham forma atual, diz pesquisa


Se você ouvir um saudosista dizer que já não se fazem mais galáxias como antigamente, saiba que é mentira. Um estudo acaba de mostrar que desde 11,5 bilhões de anos atrás o Universo já tinha galáxias nas mesmas formas que elas têm hoje. Sabe-se que as galáxias se formaram relativamente cedo na história do cosmos. A Via Láctea, por exemplo, tem cerca de 13 bilhões de anos, nascida apenas 800 milhões de anos após o Big Bang.

Contudo, os cientistas imaginavam que as galáxias, quando bebês, deviam ser bem diferentes --menos evoluídas-- que as atuais. Era o que sugeriam modelos sobre a formação dessas estruturas. Novos resultados, obtidos com o Telescópio Espacial Hubble, contestam essa ideia. Eles mostram que cerca de 2,3 bilhões de anos depois do Big Bang as galáxias já tinham mais ou menos a forma atual. "Isso significa que as galáxias amadurecem de forma mais rápida do que se acreditava", diz Gastão Lima Neto, astrônomo da USP que não participou do estudo.

DE HUBBLE PARA HUBBLE

O uso do telescópio espacial não poderia ser mais adequado. Foi o astrônomo americano Edwin Hubble (1889-1953) quem fez o primeiro estudo consistente da evolução das galáxias. O chamado diagrama de diapasão de Hubble cobre todos os tipos galácticos vistos no cosmos,entre eles as espirais (como a nossa Via Láctea). Vasculhando as profundezas do espaço, os astrônomos conseguem observar como as galáxias eram. (Como elas estão muito longe, a luz delas demora a chegar na Terra, o que explica porque o estudo dos objetos mais distantes equivale a enxergar o passado cósmico.)

Estudos anteriores já haviam sondado galáxias de até 8 bilhões de anos atrás e viam que o esquema de Hubble se sustentava. O novo trabalho, feito com dados de um projeto chamado Candels somado a imagens colhidas em dois instrumentos do telescópio espacial, empurra mais 2,5 bilhões de anos na direção do passado e mostra que, naquela época, as galáxias já tinham o padrão das atuais. No total, os pesquisadores observaram 1.671 galáxias espalhadas pelo Universo. E a ideia é não parar por aí.

"Continuaremos a sondar épocas cada vez mais remotas para tentar identificar em que momento as galáxias evoluídas começam a aparecer pela primeira vez", disse à Folha Mauro Giavalisco, pesquisador da Universidade de Massachusetts, nos EUA, e um dos autores do trabalho, publicado no periódico "The Astrophysical Journal". "Isso irá nos ajudar a entender qual é o processo físico responsável por fazer as galáxias pararem de formar estrelas e envelhecerem."

Fonte: Folha